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Entenda a importância da vacinação contra o HPV

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Fonte: Revista Fator Brasil

Com a recente campanha do Ministério da Saúde de vacinação contra o HPV, o tema foi abordado e discutido nos veículos e redes sociais. Segundo dados do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia das Doenças do Papiloma Vírus Humano (INCT-HPV), o vírus é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo e as estimativas são de que 50% da população sexualmente ativa tenha sido infectada. Para quem ainda possui dúvidas sobre a doença, o Ginecologista e Obstetra Dr. Fábio Muniz explica o que é o HPV, tipos de tratamentos e a importância da prevenção.
O HPV é uma sigla em inglês para Papiloma Vírus Humano, e segundo o médico existem mais de 100 tipos diferentes, “Eles são capazes de infectar a pele ou as mucosas, e embora sejam frequentes, suas infecções são transitórias, regredindo espontaneamente na maioria das vezes”. Nos casos em que a infecção persiste, geralmente é causada por um tipo viral oncogênico, “Isso significa que este tipo tem potencial cancerígeno, podendo evoluir para lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas adequadamente, vão progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também pode ocorrer em outros locais como orofaringe, boca, vagina, vulva, ânus e pênis” explica o ginecologista.
A maioria das infecções por HPV é assintomática e como já mencionado, de caráter transitório, ou seja, regride espontaneamente, “Tanto o homem quanto a mulher podem estar infectados pelo vírus sem apresentar sintomas. Habitualmente as infecções pelo HPV se apresentam como lesões microscópicas ou sem lesões aparentes. Quando não vemos lesões não é possível garantir que o HPV não esteja presente, mas apenas que não está produzindo doença”. Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverá alguma forma de manifestação. Já nos casos em que há o aparecimento de lesões clínicas, elas se apresentam como verrugas ou lesões exofíticas, “são tecnicamente denominadas condilomas acuminados e popularmente chamados de "crista de galo", "figueira" ou "cavalo de crista” com aspecto de couve-flor e tamanho variável” fala o médico.
O tratamento das lesões clínicas deve ser individualizado, e depende da extensão, número e localização, “Podem ser usados laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e medicamentos que melhoram o sistema de defesa do organismo” explica Dr. Fabio Muniz. As lesões de baixo grau não oferecem maiores riscos, mas o médico alerta, “É muito importante que as mulheres consultem seu ginecologista e realizem os exames de rastreamento disponíveis para identificação das lesões.”
Sobre a polêmica da idade para meninas e meninos se vacinarem o ginecologista explica, “A faixa etária indicada para a imunização do HPV é justificada devido a maior eficácia delas em indivíduos que não foram expostos aos tipos virais presentes nas vacinas, ou seja, que ainda não tenham iniciado a vida sexual”. O que não significa que apenas esta faixa etária poderá se vacinar, finaliza o profissional.
Interessados fora da faixa etária indicada na campanha de vacinação do Ministério da Saúde (SUS), podem procurar Clinicas de Vacinação privadas para mais informações.

 

 

 

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