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Vacina antigripal é menos eficaz nos homens que nas mulheres, diz estudo

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Data: 26/12/2013

Fonte: Portal G1

 

Segundo pesquisa, motivo aparente é alto nível de hormônio masculino.
O mesmo ocorre com vacinas contra febre amarela, sarampo e hepatite

 

 

A vacina contra a gripe geralmente é menos eficaz nos homens do que nas mulheres, aparentemente devido aos altos níveis de testosterona, o hormônio masculino, que detêm as reações do sistema imunológico, revelou um estudo publicado nos Estados Unidos.

O estudo, feito com 34 homens e 53 mulheres, mostra que os anticorpos da vacina contra a gripe têm uma resposta geralmente mais forte nas mulheres do que nos homens.

Mas a reação imunológica média dos homens com baixos níveis de testosterona foi mais ou menos similar aos das mulheres, afirmaram os pesquisadores da Universidade de Stanford na Califórnia e do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm) da França.

O estudo foi publicado na edição semanal da "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), datada de 22 a 27 de dezembro.

Há tempos se sabe que os homens são mais vulneráveis do que as mulheres a infecções bacterianas, virais ou parasitárias, mas até agora se desconhecia a razão.

O sistema imunológico masculino tampouco responde com a mesma força que o das mulheres às vacinas contra a febre amarela, o sarampo e a hepatite, afirmaram os autores deste trabalho, que visa explicar este fenômeno.

Pesquisas anteriores feitas em células humanas in vitro ou em animais também revelaram que a testosterona tem propriedades anti-inflamatórias, o que leva a crer que poderia haver uma interação entre este hormônio masculino e a resposta do sistema imunológico, que provoca uma inflamação quando ocorre a invasão de um patógeno.

O estudo publicado na "PNAS" não mostrou, no entanto, uma relação direta entre a testosterona e um grau menor de resposta imunológica. No entanto, aparentemente a reação do sistema imunológico é reduzida pela ativação de um grupo de genes vinculado a níveis elevados de testosterona, explicou Mark Davis, professor de imunologia da Universidade de Stanford, principal autor do estudo.

Segundo ele, "trata-se do primeiro estudo a mostrar uma correlação clara entre os níveis de testosterona, a atividade dos genes e a resposta imune em humanos".

Os pesquisadores se questionaram também sobre o aparente paradoxo na evolução de um hormônio responsável por características masculinas, como a força muscular ou a atração pelo risco que contribui, ainda, para debilitar o sistema imunológico no homem.

Visto o papel dos guerreiros e dos caçadores, os homens historicamente são mais expostos do que as mulheres a infecções e ferimentos, revelaram.

Se ter um bom sistema imunológico para combater os patógenos é desejável, uma reação excessiva pode, ao contrário, ser pior para o organismo por provocar muita inflamação, um fenômeno que afeta mais as mulheres do que os homens.

Assim, um sistema imunológico menos sensível poderia se adaptar mais à sobrevivência, argumentaram os autores do estudo.

 

 

 

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