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Cientistas identificam molécula capaz de revelar difusão do câncer de mama

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Data: 13/11/2013

Fonte: Portal R7

Molécula desaparece nos casos em que a doença é mais agressiva

 

Mulheres com câncer de mama não morrem pelas células cancerígenas primárias, mas pela propagação destas para outras partes do corpo

Um grupo de cientistas identificou as funções de uma molécula que atua como uma espécie de "interruptor de luz" genético e que, através de um estudo aprofundado, poderá ajudar a diagnosticar se o câncer de mama tem risco de se alastrar para outros órgãos, informou a imprensa local nesta terça-feira (12).

A molécula em questão desaparece nos casos em que o câncer de mama é mais agressivo, indicou a porta-voz do instituto de pesquisa médica do estado australiano de Queensland, Nicole Cloonan. Esta molécula opera como uma espécie de "freio de emergência celular", que geralmente assegura a reprodução e a função das células, e, quando desaparecem, as células reguladas perdem o controle e abrem espaço para aparição de formas de câncer agressivo, explicou a pesquisadora.

Anteriormente, pensava-se que esta molécula, "que é um pequeno fragmento de gene", era uma espécie de "lixo genético no genoma". "Agora, sabemos que se trata de importantes condutores", acrescentou a cientista em declarações citadas pela emissora local "ABC".

A cientista do Instituto de Pesquisa Médica QIMR Berghofer enfatizou que as mulheres que contraem câncer de mama não morrem pelas células cancerígenas primárias, mas pela propagação destas para outras partes de seu corpo. Desta forma, a identificação deste gene contribuirá para que os cientistas possam detectar os tipos de câncer com capacidade de propagação em seus primeiros períodos e elaborar tratamentos menos agressivos de acordo com as particularidades de cada paciente.

Nicole Cloonan também acredita que o descobrimento desta molécula contribua no diagnóstico de outros tratamentos e contra outras formas de câncer.

— O que nos surpreendeu é que a molécula não estava apenas vinculada ao câncer de mama, mas também ao melanoma, ao câncer de cérebro e de fígado.

Pesquisadora ressalta que muitas formas de câncer agressivo parecem perder este "interruptor de luz" genético.

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