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Dispositivos móveis podem reduzir custos de programas de saúde

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O uso de tecnologias móveis poderá ajudar a controlar e prevenir doenças no Brasil num futuro não muito distante. Uma pesquisa divulgada pela GSMA, entidade mundial que representa operadoras de serviços móveis, estima que o país possa economizar até 14 bilhões de dólares se começar a monitorar pacientes com doenças crônicas com ajuda de dispositivos móveis.

A AxisMed (empresa do grupo Telefônica) já faz a gestão de pacientes crônicos. O objetivo da empresa, agora, é que a tecnologia ajude mais pacientes, independente do quadro clínico. A partir deste mês de julho, pacientes brasileiros poderão ter atendimento remoto. Tudo isso pelo sistema AxisLine, que funciona 24 horas, sete dias por semana em todo o país.

Segundo Fábio Abreu, presidente da AxisMed, o sistema toma como exemplo um modelo adotado há 13 anos pelo sistema público de saúde do Reino Unido. No país, abrange 55 milhões de pessoas, onde orienta pelo telefone aproximadamente meio milhão de usuários por mês.

A plataforma de atendimento telefônico é composta por algoritmos originados de conteúdos médicos baseados em evidências científicas. “Estes algoritmos visam o melhor manejo do risco do paciente e conduzem o atendimento da equipe de enfermagem da AxisMed”, diz Abreu. “Por se basear em evidências clínicas reconhecidas mundialmente pelas sociedades médicas e priorizar a diminuição do risco para o paciente, oferece segurança na conduta a ser tomada”, afirma.

Quando precisa de ajuda, o paciente liga para a Central de Orientação em Saúde. Um enfermeiro avalia o estado de saúde do paciente e acompanha seu estado de saúde em ligações por telefone durante todo período de cuidados até a normalização do quadro. Caso seja necessário, um médico entra na linha para ajudar.

Em uma situação mais grave, é possível acionar o serviço de ambulância. “É um ganho de tempo para pacientes e serviços médicos em geral, seja ele privado ou público”, afirma Abreu. O objetivo do serviço não é apenas orientar o paciente, mas também aliviar a pressão dos serviços de saúde e descongestionar os atendimentos de emergências. Para a AxisMed, o sistema pode ajudar a diminuir as filas e o tempo de espera em prontos-socorros.

Em situações de baixo risco, a plataforma permite que os pacientes sejam monitorados durante todo período de cuidados. “Isso revela que os processos podem ser simplificados, com a redução do tempo de espera e prestação de serviços de qualidade aos pacientes”, diz Abreu.

A AxisMed adotou técnicas e conceitos pioneiros de Gestão de Saúde Populacional (GSP), com o objetivo de ajudar a melhorar as condições de saúde da população. A empresa avalia que todas as pessoas podem se beneficiar do atendimento. “Mas doentes crônicos com quadros instáveis, gestantes, pessoas que cuidam de crianças ou de idosos são os que provavelmente se utilizarão do serviço com maior frequência”, afirma Abreu.

A plataforma é oferecida sem custo para o usuário por determinados planos de saúde que utilizam os serviços oferecidos pela Axismed. Entre os atuais clientes da empresa estão: Mediservice, Bradesco Saúde, Unimed, Golden Cross e SulAmérica.

Nexcor - A iniciativa da AxisMed não é a única atualmente. Um grupo de pesquisadores brasileiros criou o primeiro monitor cardíaco portátil inteligente do mundo, o Nexcor. O aparelho detecta problemas no coração do paciente e transmite automaticamente os dados para uma central de atendimento ou hospital por meio da rede de celular.

O objetivo do aparelho é reduzir o grande número de mortes por infartos que não são percebidos nos primeiros instantes por não apresentarem sintomas. “O Brasil possui cerca de 1.200.000 pessoas com problemas cardíacos e a identificação precoce destas doenças poderá evitar milhares de mortes todos os anos”, afirma Antônio André, presidente da Corcam, desenvolvedora da tecnologia.

 

Fonte: http://info.abril.com.br

 

 

 

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